E finalmente cheguei ao 12º livro de 2009:
O último livro do ano, foi também um dos mais agradáveis de ler.
Infelizmente, já conhecia bem a história, já que serviu de base a um dos meus filmes favoritos, “Eyes Wide Shut” do Stanley Kubric. Mas não é por isso que o livro perde o seu encanto. Torna-se evidente que o filme é algo de tão perturbante e fascinante graças ao livro que o inspirou.
A dualidade da personagem principal que em certas alturas se julga um deus, com controlo absoluto sobre a sua vida e sobre aqueles que o rodeiam, e noutras alturas verifica ser apenas uma marioneta, apercebendo-se que no cômputo geral o domínio é apenas aparente, inexistente, torna este livro numa boa fábula da sociedade actual, onde através da ciência cada indivíduo se pode reclamar como senhor do seu destino, mesmo que no fundo sejamos todos manipulados duma ou doutra forma.
Para um livro escrito no inicio do século XX, não está nada mal. Em suma, um pequeno grande livro.
