No final do 10º livro, com 20 dias para o final do ano, foi necessário tomar uma resolução: para conseguir 12 livros em 12 meses só lendo livros pequenos. E que melhor exemplo disso que o 11º livro:
Mais uma vez um livro particularmente apropriado. Numa altura em que o tema das escutas monopolizava praticamente todo o espaço político e noticioso, que melhor que um livro que defende e propõe a revolução pela manipulação de gravações sonoras?
Trata-se de um ensaio completamente subversivo, mas também extremamente datado pelas referência tecnológicas que faz. A organização do próprio livro parece-me também duvidosa – fico com a ideia de terem juntado 2 ensaios e aumentado o tamanho da letra para conseguir 80 e tal páginas que justificassem os 4,90€ que na altura os livros do Público custavam. É certo que um dos ensaios faz referência ao outro, mas aparece tudo um bocado do ar. Já recebi e-mails mais bem preparados que este livro.
Para concluir, trata-se de um autor que conheço mais pela biografia e pela colaboração com os Spearhead nos anos 90 (um grande álbum), e este livro comprei-o por curiosidade pelo autor e não pelo tema propriamente dito. Escusado será dizer que continuo com a curiosidade por satisfazer.
